Enciclopédia da Goétia

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Bael

Rei66 legiões, segundo a fonte clássica

Grafias alternativas: Baël, Baal

Sigilo de Bael — Ars Goetia

Sigilo tradicional — reprodução do selo histórico (domínio público)

Consultar sobre Bael

Descrição Tradicional

Segundo a Ars Goetia, Bael é o primeiro espírito da hierarquia, um Rei que governa no Oriente. Na tradição, é invocado para tornar o praticante invisível e para conceder sabedoria. Fala, conforme as fontes, com voz rouca.

Aparência Tradicional

Nas fontes clássicas, aparece sob três formas ao mesmo tempo: como gato, como sapo e como homem, ou com as três cabeças reunidas em um único corpo.

Atributos Tradicionais

  • Concessão de invisibilidade
  • Sabedoria
  • Governança no Oriente
  • Domínio sobre 66 legiões

Simbolismo

Na leitura tradicional, Bael representa o princípio da autoridade e do poder oculto aos olhos do mundo. Sua posição de abertura da lista é interpretada como símbolo do início do caminho na arte goética.

Notas

O nome aparece como Bael, Baël ou Baal conforme o manuscrito. Em algumas tradições, associa-se a antigas divindades semíticas homônimas, o que é tema de debate entre pesquisadores.

Fontes e Referências

  • Ars Goetia — in Lemegeton Clavicula Salomonis (The Lesser Key of Solomon), S. L. MacGregor Mathers edition (1904)
  • Pseudomonarchia Daemonum — Johann Weyer (1583)
  • Dictionnaire Infernal — J. A. S. Collin de Plancy (1863)

Descrições, aparências, hierarquias e legiões: fonte clássica (Ars Goetia / Weyer). Simbolismo: interpretação histórica contemporânea. Divergências entre fontes são indicadas nas notas.

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